Produção Hidrelétrica – expansão e capacidade

A geração de energia predominantemente hidrelétrica no Brasil decorreu de vários fatores estratégicos. Dentre eles, os principais foram a existência de um grande potencial hídrico no País e dificuldade que antes existia em aproveitar combustíveis fósseis em quantidade e qualidade suficiente para atender às necessidades de energia elétrica do mercado brasileiro. Nos últimos 35 anos, vários dos principais recursos hídricos foram todos aproveitados e hoje não existem mais recursos de médio e grande porte próximos aos principais centros urbanos de consumo e em quantidade compatível com o crescimento da demanda.

Como consequência natural, as alternativas para aumento da produção são: a instalação de usinas termelétricas movidas a combustível fóssil (principalmente o gás natural), a construção de usinas hidrelétricas a distâncias cada vez maiores dos centros de consumo (com elevados custos ambientais e custos de transmissão), a co-geração (ambas já em desenvolvimento), o uso de pequenas centrais hidrelétricas e fontes alternativas e ainda a construção de usinas nucleares.

Qualquer que seja a opção adotada para aumentar a produção de energia elétrica e garantir o atendimento às necessidades da economia do País é necessário ter consciência que o custo marginal da energia elétrica tende a ser crescente, ou seja, que a produção de uma nova unidade de energia custa mais do que custou produzir a última unidade de energia consumida. É nesse momento que os agentes de mercado deverão encontrar maneiras para gerenciar a energia das diversas formas de produção e utilizar os novos mecanismos contratuais / financeiros para garantir preços competitivos.

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