CRIAÇÃO DO COMERCIALIZADOR VAREJISTA SÓ DEPENDE DA ANEEL

CRIAÇÃO DO COMERCIALIZADOR VAREJISTA SÓ DEPENDE DA ANEEL

“A CCEE já mandou um relatório com todos os conceitos. É um assunto que está se iniciando, mas não tem grandes dificuldades para implantar, é basicamente a questão da regulamentação mesmo”
Luiz Eduardo Barata – Presidente da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica

Mercado Livre – Consumidores Livres e Consumidores Especiais

Os Consumidores Livres são aqueles cuja a demanda de energia em qualquer segmento horário, isto é, Ponta ou Fora de Ponta, tenha contrato igual ou superior a 3.000 kW (3 MW).
Este tipo de consumidor pode adquirir, no mercado livre, energia de qualquer fonte de geração, seja ela Hidrelétrica ou Termelétrica, etc.

Os Consumidores Especiais são aqueles cuja demanda de energia em qualquer segmentos horário, isto é, Ponta ou Fora de Ponta, tenham demanda contratada de 500 kW (0,5 MW) até 3.000 kW (3 MW), podendo ser estes serem cargas unicas ou a soma de cargas que possuem comunhão de interesse, isto é, mesmo CNPJ (empresas de mesmo grupo empresarial).
Este tipo de consumidor, no mercado livre, somente pode adquirir energia de fontes incentivadas, que são:
PCHs = Pequenas Centrais Hidrelétricas, que são usinas hidrelétricas com potência instalada de até 30.000 kW (30 MW);
Biomassa = Termelétricas cujo combustível seja, por exemplo, bagaço de cana de açúcar, casca de arros, detritos urbanos, etc.
Eólica = Fonte de geração que utiliza a força dos ventos.
Solar = Fonte de geração que utiliza a energia do sol.

Tanto os Consumidores Livres como os Consumidores Especiais, no mercado livre têm a liberdade de negociar a compra de energia elétrica, negociando livremente preços e prazos, podendo ser comprada na totalidade ou parcialmente.

Mercado de Energia – Como nasceu e quem pode

Durante a década de 90 quase todas as empresas de energia do Brasil foram privatizadas, um sistema elétrico que era do estado passou a ter empresas privadas no comando, com isso, a ânsia por resultados, lucros, e com uma visão social, passou a ser capital.
Para que essa transição se desse de maneira sustentável, fez-se necessário criar uma agência reguladora, a Agência Nacional de Energia Elétrica, ANEEL, responsável pelas atuais regras e modelo do setor elétrico brasileiro.
Após a criação da ANEEL, e com o objetivo de promover a competitividade e desenvolvimento do setor elétrico, foram criadas duas empresas sem fins lucrativos, o ONS (Operador Nacional do Sistema) com a finalidade de operar de forma otimizada o sistema de geração e transmissão de energia elétrica, garantindo a confiabilidade do sistema sem preocupação com o aspecto comercial; e o MAE (Mercado Atacadista de energia, atual CCEE – Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), responsável pelo gerecamento comercial das operações, registros de energia (geração e consumo) e Liquidações Financeiras.
Atualmente o mercado de energia é dividido em 2 grandes grupos, o ACR (Ambiente de Contratação Regulada) e o ACL (Ambiente de Contratação Livre).
No ACR, onde se encontram a maioria dos consumidores chamados de cativo, a distribuidora de energia local é responsável pela entrega e faturamento de energia, com suas tarifas reguladas pela ANEEL, não havendo qualquer intervenção do consumidor para negociação de preços. Os Distribuidores são obrigados a comprar energia, para atender sua demanda, em leilões públicos, pelo preço de mercado.
No ACL, são os chamados consumidores livres, que atualmente representam cerca de 30% do consumo total de energia do Brasil. No ACL o consumidor pode escolher seu fornecedor de energia, negociando livremente preços e prazos, tendo a oportunidade de ter atendimento personalizado, conforme suas características de consumo, o que é impossível no mercado cativo. São elegíveis para o Mercado Livre consumidores com demanda contrata superior a 3.000kW, sendo este grupo de consumidores passiveis de adquirir energia de qualquer fonte de energia. Outro grupo de consimidores elegíveis para o Mercado Livre são os com demanda contratada entre 500kW e 3.000kW, os chamados consumidores especiais, que somente podem adquirir energia de Fontes Alternativas de Energia, tais como, PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas), biomassa, solar e eólica.
Com os atuais aumentos de energia, por volta de 18% nas concessionárias CPFL Paulista, CEMIG e CEMAT, o mercado livre se torna muito atrativo, podendo gerar grande economias as empreses deste segmento.

Consumo de energia no País cresce 3,5% em junho

O consumo nacional de energia elétrica totalizou 31.943 GWh em junho de 2008, indicando acréscimo de 3,5% ante o mesmo mês de 2007, segundo divulgou nesta terça-feira a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

O consumo cresceu em todos os principais segmentos do mercado, com destaque para as classes residencial e comercial, ambas com alta de 5,9%.

No semestre, o consumo consolidou expansão de 3,5%, enquanto a taxa acumulada em 12 meses findos em junho encontra-se em 4,5%.

Eficientização

A eficientização busca da mesma forma a redução dos custos com energia elétrica, mas através da redução do consumo e demanda. Para tanto, é necessária uma análise para diagnosticar os pontos fundamentais.

O diagnóstico energético tem como objetivo servir de apoio à tomada de decisão por parte do consumidor quanto a possíveis investimentos relativos a:

– Modernização e ou adequação de equipamentos e instalações

– Monitoramento ou controle da demanda

– Implantação de fontes alternativas de energia

– Correção do fator de potência instalando bancos de capacitores

Com base no diagnóstico energético é possível quantificar os resultados pretendidos e avaliar a sua viabilidade econômica. Cria-se a possibilidade de definir o custo de produção por unidade padrão adotada pelo consumidor com base nas condições anteriores e posteriores às eventuais medidas de eficientização.

Reduzir o consumo de energia com a manutenção dos níveis de produção é o desafio.

Monitoramento

É extremamente impotante conhecer e acompanhar o perfil de consumo de energia elétrica de uma empresa, em seus diversos aspectos:

– Consumo ativo

– Consumo reativo

– Fator de potência

– Demanda e outros pertinentes

Embora as concessionárias procurem fortemente aperfeiçoar os mecanismos de coleta e tratamento de dados, erros são possíveis e nem sempre de fácil observação. A implantação de um sistema de monitoramento permanente, seja através do cumprimento de uma rotina de leitura, seja através de interfaces com o medidor, permite que ações adeaquadas sejam prontamente adotadas.

Manter um departamento voltado exclusivamente para este fim, aliado aos custos de aquisição de “know-how”, torna esta uma tarefa pouco realizável na maioria das empresas.

Quando bem monitoradas atitudes como restabelecimento do sistema de compensação reativa podem ser tomadas com o mínimo de custos pagos a título de excedentes, o que só seria possível após a avaliação da fatura de energia e desde que alguem com conhecimento suficiente pudesse ter acesso à fatura, o que certamente causaria custos não aceitáveis.

Gestão de Contratos

Há muito tempo a relação entre consumidores de energia elétrica e concessionarias passou a ser regulada de forma mais cautelosa. Especial atenção foi dada aos consumidores do grupo “A”, com os quais é firmado um “contrato de fornecimento”, ficando para os consumidores do grupo “B” o chamado “contrato de adesão”.

Aos nossos consultores e consultoras cabe a missão de negociar as cláusulas possíveis e obter para nossos clientes a condição mais favorável possivel.

Assim como outros insumos, a energia elétrica é hoje objeto de negociação de preço, vigência de contrato e outros aspectos que se bem conduzidos podem trazer economias consideráveis.

– Perfil de consumo

– Modulação da carga

– Modalidades tarifárias

– EST, EIP, DAT

– Homologação de grupo geradores

– Ajustes de demanda

Gerenciamento de energia

Gestão de contratos

Através de estudos e simulações são projetados os valores das faturas nas diversas modalidades disponíveis, inclusive com a obtenção de benefícios de substituição ou incremento do uso.

Monitoramento do uso

O monitoramento do consumo, demanda e demais aspectos faturáveis podem ser feitos através de rotinas de leitura, cumpridas por pessoal da própria unidade consumidora, após o devido treinamento ou através de equipamento ligado diretamente ao medidor da concessionária, com emissão de gráficos e relatórios.

Controle de demanda

Muitas vezes o consumidor acredita que o controle da demanda possa apresentar resultados viáveis de economia, porém é necessário avaliar a existência de impacto na produção e então definir a viabilidade entre o controle ou apenas a monitoração dos valores.

Gerenciamento – Diagnóstico energético

O diagnóstico energético tem como objetivo servir de apoio à tomada de decisão por parte do consumidor quanto a possíveis investimentos relativos a:

– Modernização e ou adequação de equipamentos e instalações

– Monitoramento ou controle da demanda

– Implantação de fontes alternativas de energia

– Correção do fator de potência instalando bancos de capacitores

Com base no diagnóstico energético é possível quantificar os resultados pretendidos e avaliar a sua viabilidade econômica. Cria-se a possibilidade de definir o custo de produção por unidade padrão adotada pelo consumidor com base nas condições anteriores e posteriores às eventuais medidas de eficientização.

Reduzir o consumo de energia com a manutenção dos níveis de produção é o desafio.

A implantação de novas matrizes energéticas é avaliada considerando-se os aspectos econômicos e operacionais.

Gerenciamento e eficientização de energia

O gerenciamento de energia elétrica tem por objetivo final a obtenção da menor tarifa a ser paga por kwh consumido, de forma que, embora haja a manutenção do consumo e demanda o valor pago seja reduzido.
A eficientização, diferente do proposto nos sistemas de gerenciamento, tem o objetivo de reduzir o consumo em kwh ou adotar formas alternativas de fornecimento.